quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

o melhor do ano

Sem dúvidas, o show do Radiohead foi um acontecimento inesquecível em 2009. No palco, uma das mais importantes bandas de rock. Na pista, um público estático, acompanhava cada detalhe sem qualquer devoção exagerada. Esse vídeo encontrado no YouTube compila todo o show por meio de registros de celulares e máquinas digitais.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

mulher tira-gosto?

Conhecem Catarina Dee Jah? Não, ela não é do reggae, que fique claro. Vem do Recife, mas também não é seguidora do mangue beat. Faz música brega - de respeito.
"não sei o que vão pensar, se você não vier me lanchar/ sai pra lá encosto/ não quero ser sua mulher tira-gosto".

ex-menininha

Mallu Magalhães cresceu - saltou de 1,63m para 1,73m em apenas um ano. Mas o crescimento não é apenas físico. A garotinha que despontou no MySpace com o folkzinho-chiclete 'Tchubaruba' também evoluiu musicalmente. Seu segundo disco, produzido por Kassin, 'o cara' do momento', mostra desenvoltura em ascensão, ao contrário do chatinho primeiro álbum, cuja assinatura musical é de Mario Caldato Jr (outro foda do meio). O clipe acima é do delicioso reggaezinho 'Shine Yellow'.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

música do ano

segundo o Pop Load, esta agitada e deliciosa música do Phoenix foi a sensação indie de 2009. É f-o-d-a mesmo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

mais kassin

Outra boa de Kassin, 'Calça de Ginástica'.
"Eu quero transar com você / No banheiro de paraplégicos / Vestindo calça de ginástica"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

música da virada

Caê canta 'Água', música de Kassin. Eu, como ele, vou ficar aqui torcendo para tudo melhorar - juro que vou!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

nostalgia boa...

Chico, Djavan e Gil cantando por Lula. E vários artistas expressando voluntariamente seu voto. Enquete boa: qual deles ainda é da ala 'Lula-Lá'? Olha esse povo novinho... Felipe Camargo, Malu Mader, Zé Mayer... Eu tinha 4 anos em 1989 e essa musiquinha continua...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

o pitanga de ouro

Causos cariocas. A coluna de Ancelmo Gois, do Globo, traz uma nota extremamente divertida. Diz ela, sob o título 'Impávido Colosso':
"Acredite. A 11ª Câmara Cível do Rio aceitou, por dois votos a um, o pedido de uma moça que queria anular seu casamento porque o... digamos... 'pitanga' do marido seria muito grande. O relator votou pela improcedência, sob o argumento de que ela chiava 'justamente do que é o desejo de toda mulher'.

É mole Simão? Mas, pelo visto, sobe!

Rumos de Copenhague

Desde ontem a mídia vem estampando a divergência entre a ministra Dilma Roussef, de um lado, e o governado e pré-candidato tucano José Serra e a senadora e também candidata Marina Silva, do PV. Sinceramente, eu concordo com Dilma. A ideia de criar um fundo do meio ambiente é um tanto quanto irrisória. Dizer, como proferiram Serra e Marina, que nossa atitude seria um exemplo aos países ricos é por demais demagogo. Vale lembrar que os EUA não entraram no Protocolo de Kyoto até hoje - que exemplo temos de que eles se comprometeriam com o meio ambiente no que diz sentido à redução da emissão de gases? Historicamente, o que temos é um país extremamente egoísta, sem qualquer critério com a questão industrial X meio ambiente. Fica parecendo que a ministra tornou-se vilã. Não é bem isso. O que Dilma, pelo menos ao que parece, quis dizer é que parece uma atitude sem resultado prático. E que colocar o Brasil como líder no exemplo de investimentos de um fundo para o meio ambiente é como jogar toda a responsabilidade mundial nas nossas costas. Falou e disse dona Dilma.

sábado, 12 de dezembro de 2009

vem pro Brasil catzo!

Eu queria muito ver Clap Your Hands and Say Yeah ao vivo. O Brasil merece!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Riscos me deixam feliz"



Sem contrato com a Globo, Eduardo Moscovis segue com projetos pessoais. E diz que incentivo cultural é “desgastante”

Por Pedro Henrique França, do RIO, para Sonia Racy


São 16h15, sábado em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. “Já terminamos aqui, vamos tomar um café?” O chamado é do ator Eduardo Moscovis, a três quadras do repórter, no Forneria São Pedro. Ele finaliza o vinho rosé com a mulher Cynthia Howlett (com quem está há sete anos) e o sogro. Antes, dividiu um carpaccio de salmão e degustou uma lasanha de legumes. De sobremesa, mil folhas.
Du, como é chamado pelos amigos (como Debora Bloch que encontramos na saída), é do tipo low profile, que faz piada com os garçons. E não gosta de aparecer na mídia. No dia anterior à entrevista, estreou, no Espaço Cultural Sérgio Porto, a peça Corte Seco, de Christiane Jatahy. Um espetáculo instigante, em que o exercício do ator se renova a cada sessão. A diretora permanece no teatro todos os dias e decide, ao vivo, alterações no texto. Du sabe do risco – profissional e pessoal – e se diz motivado por isso. “Achei o Pedro sério ontem na plateia”, diz a Cynthia. “Gostou?”, interpela.
Programada para meia hora, a conversa se estende para quase duas. Na mesa, entre um chope e outro do repórter, ele debate questões como a polêmica do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que ameaçou suspender a coleta por um dia para que os cariocas vejam o quanto poluem as ruas. Flamenguista e pai de três meninas (Gabriela, 10, e Sofia, 9, do primeiro casamento; e Manuela, 2, com Cynthia), discorre de política ao caso Geyse, da Uniban. “Acho tudo uma loucura.”
Além de Corte Seco, planeja para janeiro o início das leituras de seu primeiro monólogo, O Livro, com direção de Christiane e texto de Newton Moreno. Du deve vir em março com as duas peças a São Paulo. A seguir, a entrevista na íntegra (também disponível em versão editada na edição de hoje, do O Estado de S. Paulo na coluna da Sonia Racy, no Caderno 2).

Como surgiu Corte Seco? Eu estava num movimento de querer fazer um monólogo. Ano passado, quando fiquei em cartaz em São Paulo com Por Uma Vida Um Pouco Menor Ordinária, tive a oportunidade de conhecer melhor o trabalho do Newton Moreno. Fiquei fascinado. Até que chegou O Livro, de um texto dele. Conversamos sobre quem poderia dirigir. E chegamos ao nome da Chris (Christiane Jatahy).

E como acabou entrando Corte Seco? Aconteceu que ela estava já envolvida com esse projeto. A princípio, ela faria então essa peça e depois me dirigia no monólogo. Até que ela me chamou para um café e falou “Para que esperar separado se a gente pode trabalhar junto?”. Ela argumentou que se eu já estivesse no Corte Seco o próximo trabalho seria mais fácil. Fiquei na dúvida mortal do geminiano, mas acabei aceitando.

Sobre o que irá falar O Livro? Ainda não está definido. O texto é sobre um adolescente que recebe um livro no qual revela uma indicação da sua vida. É um lance hereditário: quem recebe sabe que é o ‘escolhido’ para perder a visão. Mas combinei com o Newton e eu e a Chris vamos levar material, discutir e levar isso a ele para pensar os caminhos. O Newton diz que é um texto sobre espiritualidade, mas podemos ter uma outra visão.

E por que um monólogo? A ideia é ter um espetáculo de manga, que eu possa montar ele quando e onde eu quiser. Achei que era a hora.

A atual, Corte Seco, é uma peça difícil. Você reconhece estes riscos? Tem o meu risco pessoal, por disponibilizar cinco meses da minha vida abdicando de outros projetos. O fato de ele ser muito autoral tem o risco do que está tendo de resultado no público. O único risco apreensivo, no sentido de estimulante, é o de ficar a mercê da diretora, que te obriga a ficar de alerta para as mudanças. Mas todos esses riscos me deixam feliz. O valor da pesquisa, da linguagem, do meu processo de improvisação está ganho. Agora é ver onde a gente pode mexer dentro dessa linguagem.

Você está a três anos sem contrato com a TV Globo por uma opção pessoal tua. E os riscos financeiros? Eu me organizei para isso, me planejei. Eu tenho um custo de vida alto, né? Tenho ex-mulher, três filhas, mulher atual. Eu quis isso. Precisava dar uma redirecionada na história. Minha relação com a emissora sempre foi muito boa, mas eu precisava me motivar, tentar caminhos diferentes, desvincular um pouco minha imagem que a TV massifica. Queria ser mais dono das minhas escolhas.

Mas o fato de estar no ar não colabora para conseguir patrocínio para os projetos teatrais? O fato de estar no ar e conseguir patrocínio é uma máxima que não é exatamente a verdade. No meu caso, as peças que fiz não eram comerciais. O público que porventura foi me assistir por conta da TV talvez tenha se decepcionado (risos). Mas no mínimo viu uma coisa diferente.

Mas você tem essa segurança de que a hora que você quiser você volta para a TV? O mais interessante disso é o “a hora que eu quiser” ao contrário. Não tem a hora que eu quiser. Por isso, o mais interessante é o esforço em me manter bem para que as pessoas se interessem por mim. Eu quero é abrir o leque: cinema, teatro, TV...

Qual é seu momento agora? De fazer coisas diferentes. Quero explorar mais e conviver com o cinema. No teatro, conseguir fazer um monólogo, que nunca fiz, e em paralelo estar num projeto com dez atores. É como em Corte Seco, no sentido de trabalhar as possibilidades. Estar num caminho e, de repente, ir para o outro.

Mas imagino que, mesmo sem contrato fixo, você tenha sido sondado para novelas. Essas recorrentes recusas não podem te atrapalhar? Esses ‘nãos’ existiram, mas não foram aleatórios, gratuitos. Por sorte, ou não, eu estava ocupado quando recebi esses convites.

Como você entrou nesse universo de ator? Eu fazia Administração de Empresas, trabalhava com meu pai. Mas quando estava no segundo ano, tranquei. No início de 1989, eu sofri um acidente de carro na Dutra e tive que ficar de molho em casa. Um dia, encontrei uma amiga que estava indo para um curso livre de improvisação. Quando o Damião foi remontar ‘Os 12 Trabalhos de Hércules’ me candidatei. E aí começou: fui para O Tablado, depois para Oficina de Atores da Globo.

Seu primeiro grande sucesso foi com Nando, de Por Amor, em que você fazia par com a Carolina Ferraz. Te assustou? Na verdade eu já estava há uns seis, sete anos vivendo isso. Minha primeira novela, que foi Pedra Sobre Pedra, já foi bem legal. Depois, protagonizei As Pupilas do Senhor Reitor. Então, não me assustou muito, mas comecei a olhar a coisa de uma outra maneira. Veio no momento certo, já estava mais maduro.

Que outra visão é essa? Cara, eu não compro, nem cultivo essa visão de celebridade. Aconteceu, vivi, foi ótimo. Mas não me deslumbra. Estamos aqui conversando, os dois de chinelo, e está tudo ótimo.

Paparazzis te incomodam? Me irrita, sim. Finjo que não vejo. Quando estou de bom humor até tento lidar melhor com isso. Mas não concordo, acho abusivo. E a internet aumentou muito esse mercado. De repente, a gente tá aqui o cara vem e bate uma foto. Ou o cara vai pega um guindaste e tira foto da filha de não sei quem. Não é nada, mas já é notícia. Então, me incomoda, sim, eu estar na praia e ter um cara a dez metros clicando tudo e eu não poder fazer nada. Acho que poderia ter um mecanismo de proteção melhor para isso. Tem limites para tudo.

Você, pai de três meninas (Gabriela, 10 anos, e Sofia, 9, do primeiro casamento; e Manuela, 2, com Cynthia), o que achou do caso Geyse Arruda, da Uniban? Machismo de lado, achei tudo uma loucura. Desde ela ir com aquele vestido, o que em nenhum momento deveria provocar aquele tipo de reação nos estudantes, até ela ser expulsa pela universidade. E de repente ela ter interesse em posar para a Playboy.

O Eduardo Paes causou polêmica com a questão do lixo carioca ameaçando suspender a coleta por um dia. O que você acha disso? Tem os dois lados. Tem que chamar atenção mesmo para o fato, mas tem uma coisa que é cultural daqui e independe da classe. Tem nego de Mercedes que joga maço na rua. Mas o resultado, caso essa medida seja realizada, é que a cidade vai ficar – ainda mais – fedida. Por outro lado, independentemente disso, ele (Eduardo Paes) vem se mostrando preocupado, tem um interesse mais sincero com nossos problemas.

Nesse sentido, você crê numa melhora por conta da Olimpíada? Como pessoa otimista, claro que espero que as coisas melhorem e que essa galera (governantes) de agora utilizem isso da melhor forma. Mas sendo sincero, os últimos eventos, como o PanAmericano, provam o contrário. Não quero parecer pessimista, mas não posso ser ingênuo. Estou pagando pra ver.

Você não é um artista que associa sua imagem à política. Não gosta do assunto? Não me sinto seduzido por esse universo. Acompanho, mas tenho preguiça de falar disso. Mas no ano passado fiz uma coisa totalmente fora do meu perfil. Estava num jantar com amigos e a gente estava debatendo um movimento que existia de pessoas que queriam votar no (Fernando) Gabeira (candidato derrotado à Prefeitura do Rio) mas sentiam desperdiçando o voto. Cheguei em casa e fiz um e-mail para uns dez amigos convocando para uma caminhada em que todo mundo usaria uma peça verde (em alusão ao PV) para demonstrar nosso interesse. Não era um movimento político, mas de afirmação do voto. Mandei o e-mail e fui viajar para uma gravação. Dois dias depois, falei com a Cynthia e ela me disse que o negócio já estava uma loucura. No fim, até o Gabeira se envolveu e ele foi para o 2ºturno. Foi a única vez que me envolvi nessa história.

Já tem candidato para 2010? Existe esse movimento de Lula, os números de crescimento... Ao mesmo tempo, tantos escândalos sublimados, envolvimentos familiares. Um posicionamento (do Lula) ou falta de... Não sei. Ainda não apareceu ninguém que me mostre uma nova possibilidade.

E com relação às discussões de políticas de incentivo cultural? Participa? Menos do que eu gostaria. Mas vou te falar, essa questão de incentivo é tão desgastante. O que é pleiteado é tão pouco. Dá uma sensação de mendicância. Aí os caras vem com a contra-argumentação que tem que investir em saúde, educação... Sinto que às vezes (a cultura) parece uma coisa supérflua. Tá, tem cara sem casa, sem saneamento. E isso deve ser feito, mas não é um problema exatamente nosso. Aí a gente acaba se virando, mas bem longe do jeito que poderia ser.

domingo, 6 de dezembro de 2009

pós-sambacana

Maria (Lutterbach) do Bairro, DJ estreante na SamBaCana Groove, ontem na Livraria da Esquina, dedicou seu set ao "axé de qualidade". Entre outras pérolas, como Swing da Cor, de Daniela Mercury, Maria disparou esse hit brega de Reginaldo Rossi: 'Em Plena Lua de Mel'. A música foi gravada pelo irreverente Pedra Letícia - em duo com Reginaldo.
"Dizem que o seu coração voa mais que avião/ dizem que o seu amor só tem gosto de fel / Vai trair o marido em plena lua de mel".

ato artístico contra a violência



O Parlapatões convoca uma vigília artística para hoje (6). É uma homenagem ao dramaturgo Mário Bortolotto, baleado na madrugada de sábado numa tentativa de assalto. E que se recupera bem, segundo os médicos. Abaixo, comunicado na íntegra do Parlapatões. E que viva a arte e Bortolotto, num ato contra a violência covarde da nossa cidade.

"O Teatro Resiste!

Bortolotto Viverá!

O espaço público é do cidadão.

O Teatro não vai se intimidar com a violência, muito menos se submeter aos bandidos, aos que querem a escuridão nas ruas, aos querem que o povo fique em casa, acuado.

Mário Bortolotto é um símbolo de nossa Praça Roosevelt. Seu estado de saúde é grave, mas está resistindo e viverá.

Vamos nos reunir no Espaço Parlapatões, hoje, dia 06/12 (domingo), às 21h, para mostrar o quanto queremos que nosso amigo se recupere completamente.

Nosso amigo Carcarah, também atingido, passa bem e está conosco em pensamento pela recuperação do Bortolotto.

Não apresentaremos a peça O Papa e a Bruxa, para que todo nosso elenco, artistas, produtores, técnicos e funcionários do teatro possam participar desse ato.

Chamamos os amig os, artistas, público, freqüentadores da praça, vizinhos, jornalistas e todos os que se dispõe a enfrentar a violência para vir a este encontro.

Vamos ler trechos de suas peças, seus poemas e vamos mostrar que o nosso palco não está a serviço das tragédias reais, mas que faz dramas, comédias e tragédias para dar fôlego à sociedade para enfrentar suas mazelas.

Compareça! O Teatro resistirá mais uma vez.

Bortolotto viverá e escreverá muito mais de nossa história!

A praça é do povo, da cultura, da comunhão, da arte e da paz!

Dia 06/12
Domingo, às 21h
Espaço Parlapatões
Praça Roosevelt, 158"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

o rei e as emoções de volta ao ibirapuera

Depois de nove shows lotados no Ginásio do Ibirapuera, entre agosto e setembro, os súditos do Rei vão poder provar, mais uma vez, como é grande o amor que sentem por Roberto Carlos. Na 5ª (10), ele volta ao mesmo palco – com suas emoções (e rosas). O show, divulgado às pressas pela produção, faz parte da gravação do tradicional especial de fim de ano da TV Globo. Desta vez, porém, será em São Paulo (e não no Rio) e, veja só, aberto ao público. Até o fechamento desta edição, havia ingressos disponíveis para arquibancada (R$ 60) e cadeiras
(R$ 240). O roteiro prevê seus grandes clássicos – como ‘Emoções’, ‘Jesus Cristo’, ‘É Preciso Saber Viver’ e ‘Calhambeque’.
A novidade fica por conta dos convidados: Ana Carolina, o sertanejo Daniel e a atriz Dira Paes são presenças confirmadas.

Ginásio do Ibirapuera. R. Manuel da Nóbrega, 1.361, 4003-1212. 5ª (10), 21h. R$ 60/R$ 240. Inf.: www.ingressorapido.com.br

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

paticumbá

É Sargento, o samba agoniza mas não morre. Nem morrerá, jamais. Enquanto houver Teresa Cristina, Ivone Lara, Pedro Miranda, Fabiana Cozza, Quinteto em Branco e Preto, Roque Ferreira, Beth Carvalho, Chico Buarque, Bethânia, Zeca Pagodinho, Paulinho... Enquanto sobreviverem no imaginário Cartola, Ataulfo, Ismael, Roberto Dias, Cavaquinho... É difícil, impossível, listar tantos bambas que mantém viva as batucadas. Só posso te dizer que meu amor é sincero e incondicional. A par de qualquer modernidade, você é nº 1. É aquele que cura tristezas me fazendo cantá-las como se não houvesse amanhã. É aquele que me preenche a cabeça nos momentos mais felizes. É onipresente.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

barata, ets e minhoca

A cantora do vídeo acima é de Pernambuco. Mas não dedica seu som ao surrado mangue beat (oba!). Lulina faz pop rock divertido cheio de metáforas para fugir da realidade (sim, barata, minhocas, ets). A música do vídeo postado é uma versão de 'Mulher Amélia' às avessas. Em tempo: faz show hoje no recém-inaugurado Teatro Cacilda Becker, na Lapa. Pelo mesmo palco também passa Marcelo Jeneci (outro do qual também já falei por aqui). Vale o confere.

dialecto urbanus

"tenho problema com esse calor. a caloria me salta as veias" (de um motorista numa tentativa de dizer 'calorão').

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

é, ele continua...


Sim, lá vem ele falar do Rio. Um dia, três, dez, um mês. Independe do tempo que dura a estadia, eu volto melancólico. E tem sido cada vez mais difícil voltar de lá. O Rio é e continua sendo... E eu me identifico com cada curvinha dessa cidade. Com o jeito mal-humorado e sem papas na língua, o descompromisso do "vou te ligar" (e não liga), mais um chopinho no Informal, uma paradinha no Sorvete Itália, dormir na praia em meio a incessantes gritos de Mate, Biscoito Globo, queijo coalho e Skol (nesse, estou sempre de olho). Nesta última fiquei totalmente zona sul. E totalmente curtindo o dia, a Lagoa e o miolo Coqueirão-Posto 9... É. O Rio é bom a qualquer hora. E é pouco dizer que eu amo o Rio, e por isso mesmo não vou divagar horas a fio sobre ele. Tenho ele em cabeça e coração. E isso já é um acalento.

sábado, 28 de novembro de 2009

de batuta em batuta


Acordes de um pai para dois filhos
Petrobras Sinfônica lembra 10 anos de morte do fundador, Armando Prazeres

Pedro Henrique França, do RIO

Carlos e Felipe Prazeres ouviram, na infância, pouca música daquela que pode se considerar "normal". Sim, tiveram LP dos Menudos e do Lulu Santos. Mas foi só uma fase. Na escola, omitiam o gosto por Mozart. E depois das aulas, não iam farrear nas ruas do Alto da Boa Vista, zona norte do Rio. Com o pai, Armando Prazeres, passavam a tarde no salão nobre da Petrobras. E não que eles ficassem em uma espécie de creche do prédio executivo, nem que fossem exemplos de bons meninos (ambos foram reprovados mais de uma vez na escola).

Carlos e Felipe cresceram no palco, ao som de sinfonias e peças de Beethoven e outros grandes da música erudita. Explica-se: Armando Prazeres foi o fundador da Petrobras Sinfônica (que nasceu como Orquestra Pró-Música, em 72, e ganhou o nome da estatal, e seu amparo financeiro, em 87). A entrada precoce no universo erudito, porém, não foi nada forçado. "Meu pai era muito relax", dizem, quase em coro, os irmãos em uma noite abafada em Ipanema, após um chope e outro em um típico botequim carioca.

Carlos, hoje com 35 anos, e Felipe, com 33, deixaram de ser meros contempladores dos acordes da orquestra e das regências do pai com, respectivamente, 13 e 11 anos. O mais novo se encontrou logo no violino, enquanto Carlos oscilou entre o violoncelo até se firmar no oboé. Entraram na orquestra já no fim da adolescência. E encararam cedo os comentários maldosos de "olha lá, os filhos do fundador". Mas conquistaram o respeito (Felipe é atualmente spalla da orquestra, e Carlos o maestro-assistente do titular Isaac Karabtchevsky, à frente desde 2004). As lembranças se confundem num misto de saudade com o tom de superação, sempre tendo o pai como referência. Em janeiro de 99, Carlos e Felipe foram atingidos de frente pela violência do Rio. O pai havia sido encontrado morto no subúrbio (a versão apresentada de latrocínio até hoje os confunde). Com alguns meses de atraso - por conta da crise econômica -, Carlos e Felipe lembram, hoje e amanhã, os 10 anos de morte em concerto-homenagem na Sala Cecília Meireles, com a Orquestra Petrobras Sinfônica, dentro da série Portinari, e participações do soprano Bernardo Francisco Speranza (menino de 9 anos) e do barítono Marcelo Coutinho, além do Coral dos Canarinhos de Petrópolis. O programa tem obras de César Guerra-Peixe, Vaughan Williams e Fauré. E uma do pai: Improviso para Cordas, encontrada somente anos depois da morte de Armando. Na terça, tem nova récita, desta vez sem a presença de Felipe (e com uma peça de Claudio Santoro, em troca de Vaughan Williams).

"Não foi fácil passar por tudo isso", lembra Carlos. O "tudo isso" abarca uma série de desdobramentos que vieram após o trágico ano de 99. Com a morte de seu idealizador, a orquestra teve sua história ameaçada em virtude de acontecimentos que envolviam o apoio da empresa mantenedora, a Petrobras. E passou por atritos familiares - que hoje Carlos e Felipe evitam repercutir. Tudo isso, dizem, são etapas passadas, vencidas. "Pelo amor à música", pontua Carlos, repetindo quase que um mantra do pai.

Há dez anos, Carlos e Felipe ainda eram estudantes promissores da música. O primeiro havia acabado de ir estudar com a Filarmônica de Berlim (para Armando, a meca da música erudita). Felipe, por sua vez, estava em Curitiba para uma récita. Os dois viram Armando vivo pela última vez no aeroporto - um "até logo" que jamais pensavam que seria eterno. Em lados opostos do mundo, eles reagiram à morte com uma certa frieza, como se não acreditassem no que ouviam ao telefone. Eles queriam honrar seus compromissos, numa clara tentativa de fuga da realidade.

Hoje recordam de Armando como se ele tivesse dito ontem, em trânsito na Estrada Velha da Tijuca, ainda no início da adolescência: "Acho que já está na hora de vocês tocarem um instrumento." "Creio que meu pai nunca imaginou até onde íamos chegar", diz Carlos.

Ao serem questionados se ainda garotos não tiveram vontade de seguir outros caminhos, eles hesitam. "Ah, eu pensei em ser motorista daqueles carrinhos de aeroporto. Mas passou rápido", diz o mais novo. Carlos não conseguiu lembrar de nenhum outro sonho profissional. O pai não ensinou a eles a emoção do futebol: o time escolhido, o Vasco, foi influência dos tios por parte de mãe. De Armando, como se vê, ficou mesmo a vocação e a paixão pela música.

Ao prospectar o futuro, Carlos prevê o dia em que terão de se afastar para tirar o clima de "corporativismo". Vai ser difícil, eles sabem. Mas vão saber encarar numa "relax", como bem ensinou Armando.

*Publicado originalmente no O Estado de S. Paulo, no Caderno 2, edição de 28/11/2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

eterna negrita

Mercedes Sosa nos deixou em outubro. Foi uma perda inestimável para a música latina. E a geração de hoje sabe disso - ainda bem. A eterna negrita tomou a iniciativa da aproximação. No CD 'Cantora' ela registra belissímos duetos com alguns representantes atuais. Acima, Mercedes canta com o uruguaio Jorge Drexler a delicada 'Sea'. Um deleite para os ouvidos.

Mano Brown pop? E daí?

O líder dos Racionais MCs, Mano Brown, é a provável capa de dezembro da revista Rolling Stone. Quer saber? Essa levada mais suingada do último trabalho do conjunto paulsitano de rap me agrada. E essa abertura dele com a mídia também. Essa história de que ficar pop prejudica o trabalho é conversa para boi (socialista?) dormir. E tenho dito.

a propósito...

Para quem ainda não viu, segue o trailer oficial de 'Lula, O Filho do Brasil', longa de Fábio Barreto que estreia dia 1/1/2010 nos cinemas. Pode ser uma bandeira eleitoral, de fato, como brada a oposição. Mas não há o que dizer (nem fazer): vai estrear e ponto. E as expectativas de bilheteria são grandes (fala-se em 10 milhões). Vem aí um novo recorde nacional, sem dúvida.

o medo do vampirão

A briga eleitoral começa a esquentar. PSDB e partidos aliados (DEM e PPS) cobram uma posição do vampirão José Serra: vai ou não vai? É fato, Zé Serra está super melindrado, morrendo de medo de entrar na disputa. Sabe que se entrar e perder terá como ganho uma espécie de aposentadoria antecipada da carreira política. Pesquisa divulgada segunda-feira pela CNT/Sensus aponta tendência de queda do tucano: tem 31,8% contra 21,7% de Dilma Roussef (a candidata do PT). Depois vêm Ciro Gomes (17,5%), seguido de Marina Silva, com 5,9%.
Diz a pesquisa que o Serra perdeu 15 pontos porcentuais em relação ao início das pesquisas em dezembro do ano passado. Neste cenário é coerente que ele repense sua entrada. Aécio, por ser uma nova candidatura, a meu ver, tem mais condições de crescimento e fortalecimento da legenda tucana. Serra dificilmente angaria novos votos - talvez, com a saída de Ciro da disputa para sair candidato a governo de São Paulo. Os tucanos, por sua vez, insistem que Serra deve entrar na disputa presidencial (diante das atuais pesquisas é, fato, o nome mais forte da legenda).
A chapa já está esquentando. Vem briga boa pela frente.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

sim, eu concordo com a Veja



Era o que me faltava. Digam o que quiserem da Revista Veja, mas a matéria de Marcelo Marthe desta semana está correta do começo ao fim. Na reportagem, ele fala sobre a nova polêmica de 'Viver a Vida': o tapa na cara de Helena (Taís Araujo) dado por Tereza (Lilia Cabral). E diz em sua linha fina: "A humilhação de Taís Araújo faz com que Viver a Vida finalmente dê o que falar. Já tem até militante do movimento negro dizendo besteira". Pode parecer reacionário. Não, não é. Segue a matéria abaixo, na íntegra.

Na última segunda-feira, a novela Viver a Vida exibiu o que não havia exibido até aqui: cenas que o público comentou e comentou de novo nos dias seguintes. Acossada em sua própria casa por Tereza (Lilia Cabral), a mocinha Helena (Taís Araújo) suportou calada a acusação de que seria culpada pelo acidente automobilístico que deixou a filha da megera, Luciana (Alinne Moraes), tetraplégica. Empapada em lágrimas (e, à falta de um lenço, limpando compulsivamente o nariz com as mãos), Helena então caiu de joelhos para suplicar perdão. Tereza não deixou barato. Aplicou-lhe uma sonora bofetada, mas sem perder a fleuma: enquanto batia com uma mão, mantinha a outra elegantemente enfiada no bolso do terninho.
No mesmo capítulo, Luciana sacudiu-se toda na cama do hospital ao ser informada pelos médicos de que estava incapacitada de se movimentar (quanto mais se sacudir) do pescoço para baixo. Para conjugar lágrimas com sangue, a cirurgia de reconstituição de sua coluna foi mostrada sem economia nos detalhes clínicos. Embora a audiência ainda esteja fraca, essas sequências "fortes" finalmente transformaram Viver a Vida em tema de discussão. Provocaram até reações dos chatos de sempre: as vertentes paranoicas do movimento negro ouviram ecos escravistas na humilhação de Helena por uma branca. As cenas também causaram comoção nos bastidores. Atores e técnicos se debulharam em lágrimas nas gravações do drama de Luciana. Após a cena do tabefe, o pessoal no estúdio aplaudiu. "A Taís chorou todo aquele volume de lágrimas de verdade, tadinha", diz Lilia Cabral. "Ela é emoção pura."

O episódio de segunda-feira marca uma guinada e tanto da personagem de Taís Araújo. Na primeira fase da novela, Helena era uma modelo altiva e segura de si. Mas sondagens feitas pela Globo demonstraram o óbvio: a protagonista não despertava simpatia. Ao contrário, passava a imagem de garota superficial e arrogante (na direção da emissora, há quem acredite que o problema esteja na inadequação da própria atriz: alguns acham que a colega Camila Pitanga funcionaria melhor). Espera-se que o sofrimento e a humilhação pelos quais está passando (já previstos na sinopse, ressalve-se) revertam a aura de antipatia. Trata-se de um caminho bem diferente do habitual para resgatar heroínas problemáticas. Tem sido mais costumeiro que elas não empolguem o público por serem boazinhas demais, no limiar da tontice. Para redimi-las diante do público, a receita é uma só: a mocinha tem de aplicar surras homéricas na vilã. Foi o caso de Maria Clara, a patetona vivida por Malu Mader em Celebridade, de 2003, que superou a chatice esbofeteando a rival Laura (Cláudia Abreu). No caso de Helena, deu-se o contrário: precisou apanhar de uma megera para virar gente.

A humilhação de Helena ainda não surtiu nenhum efeito visível no ibope. Naquela noite, a audiência de Viver a Vida permaneceu nos mesmos 37 pontos que a trama das 8 já vinha alcançando na Grande São Paulo. Na quarta-feira, quando um número excepcionalmente baixo de televisores ligados prejudicou a audiência das redes em geral, despencou para 31 pontos - índice muito aquém do mínimo de 40 pontos esperados pela emissora para o horário. Se a escalada dramática não repercutiu na audiência, pelo menos deu combustível para o humor. A personagem de Alinne Moraes, que emergiu de um acidente violento com a maquiagem impecável e um band-aid na bochecha, deu mote para as melhores piadas. O colunista José Simão, da Folha de S.Paulo, comparou os lábios da atriz a um "bico de tênis Conga". E há quem diga que sua boca finalmente se livrou do resto do corpo para brilhar sozinha. A paródia do Casseta & Planeta foi mais cruel com a personagem deficiente do que com a atriz: uma das piadas do programa, na semana passada, afirmava que Luciana sairá do hospital "com um pé nas costas". A crueldade, aliás, ganha voz na própria novela, com a viborazinha Isabel (Adriana Birolli) - cujo primeiro impulso ao saber dos impedimentos físicos da irmã mais velha foi o de se apossar da barra de balé que Luciana tinha no quarto.

Heroínas de novela foram feitas para sofrer desbragadamente. Comparadas à agonia de Alinne Moraes, que agora só pode mexer o bocão e os olhos verdes, as chorosas tribulações de Taís Araújo são fichinha. Mas os patrulheiros da ideologia racial nada entendem de drama televisivo. No site da CUT, Maria Júlia Nogueira, secretária da central sindical pelega, tascou sua sentença: "A Globo humilha os negros no mês da consciência negra". A escalação de Taís para protagonista de uma novela das 8 - e o fato de sua personagem ser uma mulher de sucesso sem ter de levantar bandeiras - prova exatamente o contrário.

irmã da vida


Hoje é dia dessa loirassa aí ao meu lado. É com ela que eu passo aqueles momentos bem cafonas de ligar um Zezé di Camargo ou um Caetano no último e cantar para quem quiser ouvir. E se não gostar que feche o vidro. A gente é folgado assim mesmo, malucos. Gostamos de um mundo divertido, nada sem graça e com muita cerveja - aquela né rê, bem branquinha. Aliás, num dia como esse só podia ter chuva, suor e cerveja. Foi por isso que os deuses promoveram nosso encontro. Porque somos intempestivos como uma chuva de 3 da tarde, sempre atrás daquele nosso raio de sol, escondido em algum lugar por aí. E a cerveja? Bom, essa é a única que a gente tem certeza de estar sempre ali. Hoje é dia de Renata Megale. E de um pequeno coração bater mais forte, só pra ela.