terça-feira, 7 de julho de 2009

eu hein?

sem querer colocar fogo onde (talvez) não tenha. mas.... não sei porque. que essa declaração é beeeem estranha, é.

Ronaldo diz que Lula indica empreiteiras para o Corinthians
Fenômeno revela participação do presidente na 'nova fase do clube' para 2010, ano do centenário

SÃO PAULO - O atacante Ronaldo revelou na noite desta segunda-feira que o presidente Lula tem participação fundamental na "nova fase do Corinthians". De acordo com o Fenômeno, o presidente indica algumas empreiteiras para participarem da construção do novo Centro de Treinamento (CT).



"Ele [o presidente] está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar, não é financeiramente", revelou o Fenômeno ao SporTV. "O presidente está sabendo de tudo [o que ocorre no clube e no futebol] e indica as empresas que podem nos ajudar."



Ronaldo foi questionado sobre mais detalhes da participação do presidente na construção do CT, grande sonho do Corinthians. O jogador, no entanto, evitou fazer novas declarações e voltou a destacar que Lula não tinha participação financeira.



O Fenômeno também contou que ele também participa no projeto do Corinthians. "Eu ofereço a imagem do Corinthians, do CT. Existem várias maneiras de captar os recursos, e sei que o projeto é bom."

segunda-feira, 6 de julho de 2009

e afinal...

sarney vai ou fica? tendo a crer que, sim, ele fica.

da rainha para o rei do pop

madonna homenageou michael em seu último show, sábado, em londres. no mesmo palco em que michael faria sua última turnê.

sentimento em palavras

em homenagem a dona flor e seus dois maridos, texto de jorge amado. e ao mestre Chico Buarque, porque só ele consegue expressar em palavras sentimento tão visceral.
"O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta os olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida nem nunca terá
O que não tem remédio nem nunca terá
O que não tem receita..."

pegadinha na via funchal

adriana polska essa é pra vc. dia 7/8, a trupe do monobloco aporta na via funchal. e nós vamos, claro.

lembram?

pois é, toni braxton ainda existe. aquela que era tema de momentos bem deprê de festa de debutantes ou casamento faz show no rio e em sp. aqui, dias 17 e 18/8 na Via Funchal.

marketing?

a afamada sophie calle, aquela que de um pé na bunda via email fez uma das exposições mais cultuadas da bienal de veneza 2007, levantou suspeitas. é que o tal ex que tanto a fez sofrer circulou juntinho de sophie durante toda a flip. com direito a abraços e afagos no restaurante banana da terra na flip. jogada de marketing?

de cara com selton

entrevistar selton mello foi uma experiência dessas que a carreira de jornalismo te proporciona. e que quando você vê dá vontade de ficar horas a fio naquele bate-papo. alguns vieram me questionar em seguida se ele era arrogante, se era chato, se era blasé. selton não é nada disso. o mineiro que cresceu em são paulo e é radicado no rio é extremamente humilde. fala pausadamente, com tranquilidade. fuma um cigarro atrás do outro e pergunta de coração: "você viu o filme? o que achou? se emocionou?". foi uma experiência demorada, diga-se de passagem. começou na cabine de imprensa de jean charles, às 10h, seguiu-se com uma coletiva que terminou lá pelas 14h30 e uma lista de espera de entrevistas individuais. de veja a contigo. entre uns e outros, minha vez só foi às 17h. valeu a pena. ver aquele menino que me fazia acompanhar a novela a indomada e que me deixou embasbacado no cinema com o auto da compadecida, árido movie, meu nome não é johnny e etc foi gratificante. abaixo o blog reproduz os melhores momentos da entrevista.

você está com três longas em cartaz ao mesmo tempo - a erva do rato, jean charles e a mulher invisível. como lidar com essa superexposição?

que loucura. pessoalmente não me agrada em nada. se pudesse, um ia estrear em fevereiro, outro em outubro e outro depois. mas isso está fora do meu controle. foi exatamente os três filmes que eu fiz no ano passado. com espaço entre eles:

mulher foi no verão, erva foi lá pra abril e jean charles em setembro. jamais imaginei que todos iam estrear juntos. eu não gosto da ideia. mas, foi assim que aconteceu então beleza. só espero que os filmes não se atrapalhem. e que o público consiga ter algum distanciamento. é um mês assim ame-ou deixe-o. certamente tem muita gente que gosta muito do que eu faço. pra essas pessoas: maravilhoso, vão poder me ver fazendo várias coisas. pra quem me acha um canastrão de quinta categoria, será um mês infernal. mas fiquem tranquilo, acabando o mês eu sumo.

são três filmes com apelos diferentes.

acho que são públicos bem diferentes, sobretudo a erva do rato que é um público específico, de quem acompanha o trabalho do bressane. a mulher é claramente comercial, uma comédia com 1 milhão de espectadores e tem folego pra ir mais pra frente ainda. o jean parece que tem as duas coisas, mas é um mistério. pode ser visto por muita gente, mas também pode ser percebido por um público mais seleto. não tenho ideia.

2008 foi um ano intenso. e você chegou a declarar ter tido problemas decorrentes disso.

foi um ano que eu estava em crise com a profissão, tava trabalhando muito, estava insatisfeito, achando que estava trabalhando mal. tava nessas. e foi assim. ela veio vindo e chegou no auge no jean, que foi no fim do ano. já tava em londres, vc tá longe, tem saudade. tem muito do que o filme fala. na verdade, me identifico. nasci no interior de minas, fui criado em SP. me emociona esse personagem, a simplicidade, pedir autógrafo pro sidney magal. aquilo me pega num lugar especial, de quando isso acontece comigo, de gente simples sobretudo. às vezes tô num lugar, me pedem um autógrafo, e, pô, claro. sou eu (jean) com o magal, estou representando essas pessoas que também gostam do que eu faço.


no ano passado você estreou seu primeiro longa, como diretor. como foi a experiência e como é, agora, ser dirigido depois de estar atrás das câmeras?

se torna mais claro, na verdade. foi uma experiência maravilhosa, pude entender o outro lado. e tem coisas técnicas que fazem a diferença. sempre fui um ator autor, um cara curioso, que questiona a direção. sempre tive isso, pensamento técnico sobre o cinema. e o ator tem que ser assim. é bom. e o curioso que acontece é que gente que não me conheceu antes, agora quando vou fazer um trabalho, e faço a mesma coisa que sempre fiz, soa meio assim "agora o cara dirigiu um filme fica aí cheio de perguntinha técnica". não, sempre foi assim. mas foi bom, tem muitas coisas técnicas que pude conhecer. por exemplo, o som. sempre fui meio rebelde, de achar chato ficar com lapela, com transmissor, e agora sei da importância de um som bom.

para 'a festa da menina morta' matheus nachtergaele cogitou dirigir e atuar. você pensou assim?

no 'feliz natal' nem pensei nisso, não passou pela minha cabeça. no próximo, que eu já to escrevendo e que ainda não tem nome, pensei sim. é sobre um circo como personagem, que conta a história de um palhaço em crise com a profissão. nada mais é que sublimar, transformar em arte um sentimento que vivi de verdade no ano passado. de me sentir inadequado, colocar em xeque o que estava fazendo. é saudável passar por esse questionamento, pra você crescer. então isso virou o filme. eu escrevi pra atuar. mas hoje já estou na dúvida. acho que por ser tão pessoal talvez seja até mais saboroso não atuar e chamar algum ator que eu confio para ficar atrás das câmeras.

qual a dificuldade técnica de dirigir e atuar?

não sei. saberia fazendo. mas fico imaginando que deve ser um negócio assim. uma hora vc tá montando um plano e o assistente me chama pra maquiagem. e eu doido pra elaborar o plano, mas se não for pra maquiagem.. não sei, tem que arranjar um jeito pra trabalhar. mas tô na dúvida. vou decidir mais pra frente mesmo se faço mesmo ou se passo a bola e curto a direção.

já tem previsão?

comecei agora a ir atrás de dinheiro, um primeiro tratamento de roteiro. sem pressa, vai vir no tempo dele. é meu próximo projeto como diretor. até tenho título provisório. mas hoje em dia... com a internet tudo vira definitivo. por exemplo, com o outro filme. teve algum momento que pensei em não ser 'feliz natal', mas não dava mais, é meio se perder um marketing.

sobre jean charles, você não acha que o filme deveria parar na morte? ou concorda com a exibição dos desdobramentos?

aprovo completamente. achei lindo a maneira como o filme acaba, de a vivian fazer a viagem. adoro a maneira sutil que a vanessa (giácomo) faz na terra dela. tem um papinho de interior rolando no quintal e você vê o olho dela de "não estou mais ali, estou em outra". é um filme sobre a vivian na verdade, ela é a grande protagonista. sempre foi. eu adoro o que a vanessa faz. acho que ela faz um trabalho muito bonito, sincero, verdadeiro.

houve alguma intervenção familiar?

não pra mim, pro henrique (goldman, o diretor) sim. ainda tem lá correndo o inquérito, as coisas todas. então, existe uma preocupação em como tratar esse personagem. não comigo, mas com o henrique. a cada cena, a cada tratamento, tinha que comunicar à família, mostrar como seria. tudo que está ali passou por isso.

você tinha algum receio de como o jean seria tratado para não virar um herói?

tinha e enxergava no material que o henrique tinha que ele não iria nesse caminho de herói. no fim, ficou um personagem cheio de relevo. ficou um cara muito de verdade. o cara que erra, acerta, tem saudade, oscilações de humor. isso é mérito da direção. ele tinha muitas armadilhas, e ele foi bem. de não glorificar, de não fazer da morte uma coisa espetaculosa. ele tinha um prato cheio ali e ele filmou de uma maneira simples, quase documental. gostei muito, fiquei muito feliz.

você cita semelhanças com jean charles. que semelhanças são essas?

tem um caipirismo ali que eu também tenho. qdo vou pra uma cidade como londres, ny, não fico à vontadão. tem algo que acua. isso ele sente e eu também sinto. a maneira como eu enxerguei londres não deve ter sido muito diferente dele. nasci no interior de minas, pai bancário, mãe dona de casa, nenhuma ligação com arte. não sei te dizer muito mais sobre isso. mas me identifico, é como se o jean pudesse ser eu se eu não fosse ator. não sei. uma vez em minas, um cara chegou pra mim, e eu botei isso no filme, "ó o selton mello, preciso apertar a mão desse prezado". isso entra no magal, tem uma humildade, um negócio ali que acho bem comovente.


em algum momento teve raiva dos ingleses?

não. mas acredito em coisas espirituais. lembro que passei boa parte em londres com uma dor na nuca que não passava, que foi bem onde o jean tomou os tiros. vai saber... de repente, dormia e tensionava. quando cheguei em londres, fui dar uma volta e cheguei no metrô tava cheio de policial, dei uma travada, voltei atrás. aí grilei, 'será que eles viram voltando?' 'será que estava com passaporte?' olha a nóia. mas aí entrei.

como era a reação das pessoas?

geral. pegava taxista e tinha muito interesse. se for lançado lá (em londres) pode gerar uma repercussão grande, porque tem bastante interesse de lá. de imigrantes, londrinos... ficava pensando, até tinha curiosidade. 'será que a polícia vai parar, não deixar (a gente rodar)?'. depois o henrique me explicou e eu fui entendendo exatamente o contrário, a gente tinha total apoio, porque se censurassem de alguma forma eles estavam quase assumindo a culpa.


você disse que vai sumir depois desses três filmes. como assim?

não faço nada. esse meu filme deve ser pro ano que vem. a única vantagem de os três - a erva do rato, mulher invisível e jeans charles - estrearem juntos é que depois fiquei livre. foi uma megaexposição, que tudo o que eu fujo sempre. e caiu nessa.


dualidades femininas

louvas a tríade: marcelo farias, carol castro e duda ribeiro

na última sexta fui assistir dona flor e seus dois maridos no teatro faap. antes, ouvi um comentário do tipo "jura (que você vai ver isso)?". pelo simples fato de que a peça era estrelada por globais - marcelo faria e carol castro - havia (e ainda existe) um certo ranço da crítica especializada de antemão, mesmo sem ver. dei de ombros para esse tipo de preconceito, e, confesso, muito graças a uma exceção no meinho, o crítico luiz fernando ramos, da folha.
a montagem, do próprio faria, foi uma sucessão de surpresas. o próprio está totalmente à vontade no papel de vadinho, o boêmio vagabundo bom de cama e péssimo no quesito ética e moral. e nem mesmo quando fica completamente nu, nota-se qualquer tipo de constrangimento. duda ribeiro, no papel de teodoro, o oposto de vadinho (ruim de cama e bom de ética), se sai bem. assim como carol castro, na carente e fogosa dona flor. à par do 'triângulo amoroso', o público ainda é surpreendido pela ótima interpretação de ana paula bouzas, como norminha, a amiga escrachada de dona flor. louvas também para o acertado cenário que contribui e muito para a recriação de salvador, sem soar clichê ou exagerado.
na soma, a peça superou as expectativas. em cena, o elenco reproduz com glória o texto excepcional do inesquecível jorge amado. ninguém como este baiano retratou a dualidade do ser humano como em dona flor e seus dois maridos. está exposto ali o conflito das necessidades de uma mulher. ela é infeliz com vadinho, que morre e depois volta em espírito a pedido da dona flor. isso porque seu segundo marido nem de longe supre as carências sexuais e afetivas na cama. o ponto alto da peça está justamente no momento em que marcelo faria, num surpreendente monólogo, joga essas questões na cara de dona flor. um tapa na cara com sopro de carinho.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

bloco na rua

amanhã (sábado) e domingo tem show-homenagem a sérgio sampaio no Sesc Pinheiros. o maldito e marginal da MPB que estourou em 72, com a música acima, teve carreira deprê. mas sua obra 'tá' aí e é revista por uma turma boa: Jards Macalé, Luiz Melodia, Zeca Baleiro e Márcia Castro. Ao fim, claro, eles botam o bloco no palco.

arte ou vandalismo?

está para sair o documentário 'Pixo', de João Wainer, sobre pichações em SP. veja a prévia por aqui.

adeus em palavras

a partir desta carta abaixo, surgiu um novo fenômeno das artes. de um pé na bunda, a francesa sophie calle pediu que outras mulheres fizessem uma interpretação particular do texto. o resultado disso é uma exposição que você só confere a partir do dia 10, no sesc pompeia. mas este blog adianta o assunto e reproduz na íntegra o tal texto.



Sophie,

Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último email. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.

Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.

Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.

Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.

Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.

Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.

Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.

Cuide de você.

X

quarta-feira, 1 de julho de 2009

beirut e a melhor notícia do ano

agora, sim, confirmadíssima a vinda de uma das melhores bandas dos últimos tempos. e o melhor: o show do Beirut não será no minúsculo Auditório Ibirapuera. ele acontece dia 11/9, na Via Funchal. Valores e venda de ingressos a confirmar. Mais uma vez: imperdível!

fenômeno da natureza


foi só mudar pro corinthians, que... bom, a imagem diz tudo. ups. (dica da loris).

na mira da justiça

Em matéria publicada hoje no Valor Econômico, Caio Junqueira avalia o primeiro semestre da gestão de Gilberto Kassab (DEM). Destaco a subretranca, em que são revelados conflitos judiciais em ações do prefeito.

Ministério Público incomoda prefeito com ações
De São Paulo

O Ministério Público do Estado de São Paulo foi o principal problema de Kassab nos seis primeiros meses de gestão. Atuando em três frentes, promotores conseguiram barrar o andamento do da maior proposta do prefeito para o ano, a revisão do Plano Diretor, trazer à tona suspeitas de fraudes em licitações da merenda escolar e colocar em risco o próprio cargo do prefeito.
O caso de maior repercussão é o da merenda escolar. O Ministério Público investiga a terceirização da distribuição da merenda na cidade, sob suspeita de formação de cartel e pagamento de propina a funcionários públicos. De acordo com o promotor Silvio Marques, já foram reunidos diversos indícios de fraudes em contratos na capital e de pagamento de propinas na ordem de 10% do valor faturado por mês pelas empresas. A prefeitura determinou que fosse realizada nova licitação, mas não acatou a recomendação do promotor e permitiu que as empresas suspeitas participassem da nova concorrência.“Quem contratar essas empresas vai sofrer ação de improbidade, pois sabem que há provas inequívocas de irregularidades”, afirma Marques.
Outro problema ocorreu com a revisão do Plano Diretor. A primeira derrota veio com a intervenção da promotoria de Habitação, que determinou que o plano fosse revisto separadamente das discussões da nova lei de zoneamento e do uso e ocupação do solo. Isso frustrou a expectativa da prefeitura de fazer alterações significativas na cidade. Anteontem veio outra derrota: uma liminar dentro dessa ação suspendeu a revisão do Plano Diretor, sob a justificativa de que a prefeitura tornou a revisão maior do que a lei permite. Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou estar analisando o conteúdo da decisão proferida e que entrará com os recursos cabíveis.
Por fim, o prefeito teve problemas com a Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral pediu a rejeição das contas das campanhas de Kassab por considerar irregulares as contribuições feitas por empresas que atuam como concessionárias de serviços públicos. O advogado de Kassab, Ricardo Penteado, afirma que os questionamentos do Ministério Público já foram objeto de julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral, permitindo a doação eleitoral de sócias de concessionárias. Isso, segundo o advogado, afasta a possibilidade de condenação do prefeito.(C.J)

->leia a reportagem na íntegra em Política para os Chegados

sabe?

variáveis

"não faço cerimônia, não sou um bom partido/
tendo para os vícios, posso causar desgosto/
sou um pervertido, livre, leve e solto,
um vagabundo astuto, um viralata escroto/
mas você pode se divertir"
(bom partido - renato godá)

passos para a eternidade


"Não me interesso em como as pessoas se movem, mas o que as movem" - Pina Bausch

terça-feira, 30 de junho de 2009

coisas de um ex-dread

segura o baixinho: ombro sempre disponível nos momentos difíceis

conheci o mauricio via empréstimo, por meio do meu irmão da vida - que, 'por coincidência', é seu primo. foi na puc, em 2006. ele: jovem, confuso, intenso - em seu primeiro ano de letras. eu: intenso, jovem, confuso - no segundo ano de jornalismo. os encontros nos CAs e nos bares foram imediatos. e em poucos meses eu me tornava tão amigo e próximo quanto aquele que nos apresentou. os laços, no fim das contas, se estreitaram. e entrei de vez no clã dos abreu. em meio a um momento profissional conturbado e no pique da Copa do Mundo, me demiti e praticamente morei na raposo tavares. eram noites a fio de curtição e churras. eu, o então dread louco e celo. entre papos e brejas, brejas e papos. e lá fomos nós passar férias na Bahia. Trancoso, Caraíva e muitas adversidades de uma convivência intensa. foi ponto de turbulência. e crucial para sedimentar a relação. de lá pra cá, foram muitas experiências louuuucas e baladas maluuuucas. é dele (e do celo) a capacidade incrível de criar jingles e bordões que se tornaram sucesso - como 'que beleeeeeza' e 'segura o baixinho'. hoje, após uma série de eventos que celebraram seu aniversário presto essa pequena homenagem a um amigo que tenho como um irmão caçula. e que é um exemplo de canceriano - extremamente familiar e sensível (e com uma capacidade incrível de fazer besteiras, típicas de um bom 'ups'). o que sei é que em meio as nossas tantas conversas o convenci de que ele deveria largar o curso de letras e incentivei por A+B que ele deveria ir para a comunicação, o jornalismo. e ele foi (e não sei o quão me arrependo ou não disso). o que sei é que confio às cegas nesse menino. e no ombro sempre disponível nos momentos difíceis.

sábado, 27 de junho de 2009

thriller e o sol quadrado

detentos filipinos homenageiam michael em encenação de thriller. incrível.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

sem palavras


porque hoje ela faz aniversário. e é sinônimo de uma infinidade de virtudes. mas o principal ensinamento foi nunca deixar a peteca cair. "coragem, meu filho".

sorriso negro



"Independentemente de qualquer coisa, Michael Jackson tem uma representatividade enorme para a raça negra, em todos os sentidos"
(Luiz Melodia)

will you be there

rest in peace, michael.

terra do nunca


quando nasci, thriller já era, há três anos, um dos maiores sucessos do mercado fonográfico. michael já não contava mais com os outros jackson's para brilhar sozinho. era produto de lucro garantido. e mais do que isso: um fenômeno musical. era, fato, o novo james brown da música (pop) negra. ou como diz ed motta, uma espécie de marylin monroe misturada com mickey mouse e coca-cola. um músico que arrebatava multidões com sua música, e sobretudo com seu bailado. era um showman, no sentido literal. portanto, em 1985 michael já era tudo isso e mais um pouco.
mas lembro dos domingos no fantástico. de quando vi black or white pela primeira vez. de quando vi 'free willy' e a música-tema era dele. de quando ele veio ao Brasil pela segunda vez e eu gravava - em VHS - passo a passo dele no País, até aquele incidente do atropelamento de um fã na sua saída do hotel. michael era presença constante. daqueles artistas que viram membro familiar. falar de michael era falar daquele amigo de escola, ou de um primo distante.
assistir ao seu declínio foi lamentável. o mundo acompanhou de perto as bizarrices que não paravam de assombrá-lo. por algumas vezes, me questionei o que estaria acontecendo com um dos maiores astros pop em toda a história da humanidade. quando veio aquele documentário no qual ele revelara todas as problemáticas de sua infância por um instante compreendi e lamentei, 'tadinho'.
michael teve tudo que uma carreira meteórica (e sólida) poderia proporcionar. construiu sua 'neverland'. foi criança e se cercou delas - até demais. mas quando ele anunciou a tal megaturnê em londres, por um instante pensei que seria talvez a chance de ele se recuperar. mas talvez ed motta esteja certo quando diz que tudo aquilo não passava de uma encenação. michael estaria apenas cumprindo questões contratuais, tentando reverter o cenário desastroso de dívidas. que lhe tirou, inclusive, uma de suas maiores alegrias, a neverland.
outros artistas pop surgiram nesse intervalo de decadência. britney, justin, boys-band, christina aguilera, beyoncé. todos tinham alguma influência de michael. e isso era evidente. mas jamais chegariam aos pés de michael, nem mesmo justin - o melhor entre todos esses - poderia ser tão genial como o cara que criou o moonwalk.
cheguei a pensar, em alguns rompantes, em me endividar em mil parcelas e vê-lo nessa turnê de londres. e parece ridículo, demagogo, falar isso agora que ele se foi. mas era verdade. e só eu sabia disso. ontem, quando começaram os burburinhos na redação, tentei não acreditar que ele estava mal. acompanhei segundo a segundo a CNN em busca de uma resposta positiva. um aceno, um sopro, um comunicado feliz.
mas a correria da redação me obrigou a ligar para vários artistas antes mesmo do comunicado oficial. e esquecer por um tempo que eu estava perguntando a eles sobre a morte daquele cara que marcou minha infância como nenhum outro artista pop. até porque madonna nunca foi minha praia, apesar de todas as suas qualidades.
só lá pelas 22h consegui parar e ter a noção do que havia acontecido. passei a assistir vários videoclipes, como se tivesse 5, 7 anos. e o térreo do prédio ficasse vazio, porque estavam todos em suas respectivas residências para ver a mais nova megalomania de michael. por um momento, senti como se minha infância perdesse o sentido.
são poucas mortes de artistas que me comoveram. conto em uma mão, inclusive. emoções como essa, só com ayrton, mamonas e paulo autran. cada um a seu modo fez parte da minha vida como se uma parte dela deixasse de existir após sua despedida. michael soma-se a todos eles.

que ele seja feliz em sua neverland.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A morte de Michael


Um dos maiores astros do pop simbolizava continuação de James Brown

A morte de Michael Jackson, aos 50 anos, pegou de surpresa representantes de várias gerações da música brasileira. Muitos deles, inclusive, receberam a notícia pela própria imprensa. Caso de Luiz Melodia, que repercutiu a tragédia perplexo ao telefone. “Independentemente da música, ele era um grande dançarino. Que empolgava não só com seu repertório, mas pelo seu bailado”, disse o carioca, que afirma ter sofrido influência na dança. Ed Motta vai mais além. “Michael é a continuação da ideia proposta pelo James Brown, foi um Frank Sinatra do soul. Ele levou a ideia de cantar bem, dançar bem, ser um showman – e sempre com maestria”. Para Ed Motta, Michael “liderava as massas de forma brilhante”.

Representante de uma geração mais atual, o baixista Dengue (Nação Zumbi) relembra um dos maiores astros pop no tempo em que ainda era “moleque”, de quando brincava na rua e voltava correndo para casa para ver um novo videoclipe. “Lembro bem do dia em que ia passar 'Thriller' no 'Fantástico'. Na rua todo mundo só falava disso. Quem naquela época não andava ‘moon walker’?”. Para o instrumentista, a influência de Michael na sua geração é inegável. E emenda: “Se a geração atual não o ouve, posso dizer que ela está perdendo muito”.

Baterista d’Os Paralamas do Sucesso, João Barone analisou o fato de Michael morrer justamente no momento em que só se falava na megaturnê que marcaria o seu retorno, após anos de decadência e escândalos. “É curioso e arrebatador. Mas o fato é que Michael Jackson ficará para sempre no panteão dos ícones do pop mundial”. Ed Motta aproveitou o gancho. E dá sua visão sobre o tal retorno “Acredito que ele estava sendo muito cobrido por esse retorno, em questões contratuais. Acho que essa é uma oportunidade do público parar e olhar de perto as tensões que um artista passa. E que termina assim, tão jovem.”.

Barone diz que o período de entressafra de Michael acabou deixando sua música em segundo plano, enquanto só se falava da sua decadência. “É lamentável ver um cara que teve tudo na mão ficar com a pecha daquele que perdeu o controle da própria carreira. Agora, o que se tem de fazer é lembrar dos seus bons momentos”, diz ele, que pontua 'Of The Wall' (1979), assim como Ed Motta, como um marco na carreira de Michael.

O DJ e produtor Plínio Profeta lembra que não havia uma noite sequer que ele deixasse de tocar algum remix de Michael. “Estou chocado”. Sem palavras, KL Jay, dos Racionais MC’s, foi informado pela assessora após ligação do repórter. Segundo ela, ele ficou sem palavras e não teria condições de falar. Caetano Veloso, que registrou 'Black or White', no antológico 'Circuladô', em medley com 'Americanos', também não pôde falar. Segundo seu produtor, o cantor e compositor baiano gosta muito de Michael e poderia se desconcentrar antes do show que faria ainda hoje em Porto Alegre.

Em uma comparação surpreendente, Ed Motta resume perfeitamente o status e (por quê não?) os problemas de Michael: “Ele era uma Marilyn Monroe misturado com Mickey Mouse e a Coca-Cola juntos”. Um símbolo pop sem dimensões. (Pedro Henrique França, de O Estado de S. Paulo)